segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Sou entre flor e nuvem, estrela e mar.


Por que havemos de ser unicamente humanos, limitados em chorar?

Não encontro caminhos fáceis de andar;


Meu rosto vário desorienta as firmes pedras

que não sabem de água e de ar;

E por isso levito.


É bom deixar um pouco de ternura e encanto indiferente

de herança,em cada lugar.


Rastro de flor e estrela, nuvem e mar.


Meu destino é mais longe e meu passo mais rápido:

a sombra é que vai devagar.

Cecília Meireles



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